Dista 10 Km da sede do concelho. Situa-se a 1 Km a sul da margem esquerda do rio Ave, na falda da serra da Cabreira.
A arqueologia castreja das imediações testemunha a antiguidade da freguesia, anterior à nacionalidade. A designação primitiva era de “Santa Maria dos Ladrões”. Pertenceu ao concelho de Rossas, segundo o foral manuelino de 23 de Outubro de 1514, até à extinção daquele, em 1836.
“Vadeados os dois cursos de água que se juntam na Pertega, vamos seguindo para uma nova freguesia. O nosso guia vai-nos dizendo que não é freguesia de anjos, mas de endiabrados caceteiros, mas a nossa ignorância contesta que agora já não é o que era d’antes. Caceteiros raivosos há-os sempre e em todas as freguesias de cá, e o pior é o que hoje qualquer fedelho já trás o hediondo adminículo da pistola — o recurso dos cobardes. Da freguesia vemos à direita campos de Fundevila, um dos lugares mais ricos dela. Em frente estadeiam-se outras casas, e não são poucas as de respeitáveis proporções, arguindo ser de lavradores ricos e bem aviados. Daí a pouco vê-se ao longe a igreja paroquial. À esquerda vai seguindo sempre o dorso gigantesco da Cabreira, que vista a olho nu nos parece seca e requeimada, quando ela está aliás coberta do mais viçoso pastio. Na igreja nada vimos digno de especial referência pelo seu cunho artístico. (...) Casas de relevo por seu valor artístico ou histórico, não as há. Perto da residência (paroquial) fica a que foi do famoso comandante de tropas eleiçoeiras em dias da Monarquia, o saudoso Manuel Barroso, hoje propriedade de seus filhos. Manuel Barroso, homem de um certo valor, era pai do padre Júlio Barroso, outro guerrilheiro sans peur et sans reproche, que por mais de uma vez sublevou em Guimarães o Regimento de Infantaria 20, ao tempo das incursões monárquicas. Já ambos estão no reino da verdade. Agora, recuando, subamos de novo à serra, e tornemos para a freguesia de Rossas. Santa Maria dos Anjos tem também escola pública. É abundante de gado caprino e vacum. Colhe muito milho; vinho em menor proporção”, assim descrevia o padre Alves Vieira, em 1925, a freguesia de Anjos, no seu livro “Vieira do Minho”.
A freguesia de Anjos inclui os lugares de Cabo, Carude, Carvalha, Cernados, Code-çais, Fundevila, Outeiro, Pomar Grande, Portela, Rojói e Souto.
Mais de setenta anos depois da obra de Alves Vieira, podemos agora admitir uma especial referência ao aglomerado rural de Carude, que inclui casas exemplares da arquitectura rural da freguesia.
População
490
Actividades económicas
Agricultura e pequeno comércio, indústria e serviços
Festas e Romarias
Santa Luzia (13 de Dezembro), Sagrado Coração de Jesus (variável em Agosto) e Senhora do Socorro (15 de Agosto)
Património
Igreja matriz, Capela da Senhora da Boa Morte, Capela da Senhora do Socorro, Alminhas de Carude, ponte românica, Casa da Pedra, Casa de Riba, Casa do Courado, Casa do Barroso e Casa da Cancela
Outros Locais
Ribeiro de Pértega, moinhos, açude de Lubazes e Serra da Cabreira
Gastronomia
Cabrito e vitela assada
Artesanato
Alfaias agrícolas, rendas, bordados, mantas de retalhos e croças
Colectividades
Grupo Desportivo dos Anjos, Rancho Folclórico de Anjos e Grupo Coral
Orago
Santa Maria
JUNTA DE FREGUESIA
Presidente
Vitor Manuel Rebelo da Costa
Endereço
Carude - CP 126
